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Crise climática: o que de fato significa agir “juntos”?


Crise climática: o que de fato significa agir “juntos”?

A crise climática já não pode ser tratada como um risco futuro, ela é uma realidade presente, com impactos concretos e cada vez mais alarmantes em todo o mundo. Eventos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor, já afetam aproximadamente 3,4 bilhões de pessoas, evidenciando um cenário de alta vulnerabilidade global. É o que mostra o Guia para o Enfrentamento às Emergências Climáticas: Estratégias de Colaboração Público-Privada publicado pela Comunitas. 

No contexto internacional, o World Risk Report – documento que analisou exposição, vulnerabilidade, suscetibilidade, falta de capacidade de resposta e de capacidade adaptativa frente a desastres – o Brasil entrou em 40º lugar no ranking de 193 países que podem ser mais afetados pelas mudanças climáticas. O documento afirma que o país está vulnerável aos eventos climáticos, sobretudo aos desastres relacionados à água, tanto pelo excesso (inundações, enchentes e deslizamentos) quanto pela escassez (ondas de calor, secas prolongadas, incêndios florestais).

No recorte específico das enchentes, dados do EM-DAT2 Centre for Research on the Epidemiology of Disasters (CRED) colocam o Brasil na 7ª posição mundial em número de mortes por inundações no período de 2001 a 2024. A posição sobe para a 3ª posição quando considerado apenas o ano de 2024, devido às enchentes que ocorreram no Rio Grande do Sul.

Diante desse cenário, é imprescindível ações conjuntas entre setor público e privado para prevenir, mitigar e lidar com eventos climáticos, uma vez que não há soluções isoladas capazes de responder à magnitude do problema. 

Ainda não existe uma fórmula mágica para lidar com tais eventos, porém, sabe-se que para avançar neste debate e enfrentar as mudanças climáticas, é preciso envolver diversos atores da sociedade moderna, em todas ou quase todas, as etapas do processo.” 

A aproximação entre os setores público e privado é um passo decisivo para enfrentar desafios socioambientais complexos, especialmente no contexto de mudanças climáticas tão rápidas no qual vivemos. Para que essa colaboração se concretize, é fundamental viabilizar coalizões consistentes e parcerias estruturadas, capazes de integrar diferentes competências em torno de soluções socioambientais.  

Esse movimento exige a superação de entraves ainda presentes, como a burocracia, a volatilidade política, a limitação técnica em algumas esferas da gestão pública, a ausência de planejamento de longo prazo e a restrição de recursos. 

Diante desse cenário, fica ainda mais evidente a importância de ampliar o protagonismo do setor privado nessas agendas, pois grande parte das empresas já reúnem capacidades relevantes que podem ser colocadas a serviço da sociedade: conhecimento técnico incorporado às suas operações, uso de dados e tecnologias avançadas, além de soluções aplicáveis à gestão de riscos e à adaptação climática. 

Essas articulações tornam as respostas mais rápidas, coordenadas e eficientes diante de crises cada vez mais frequentes e complexas. Mais do que uma alternativa, a colaboração se consolida como condição essencial para enfrentar a crise climática e promover territórios mais resilientes.

O Compromisso 1%

Ao destinar pelo menos 1% do lucro líquido anual para iniciativas socioambientais, a empresa transforma a doação em um compromisso público, estruturado e contínuo. Mais do que um apoio pontual, passa a atuar de forma consistente na construção de soluções e a integrar uma rede de empresas que assumem um papel ativo diante dos desafios do país.

O Compromisso 1% parte de um princípio simples: cada empresa decide onde e como atuar, mas todas compartilham a responsabilidade de contribuir de forma concreta com a sociedade. É essa soma de decisões individuais que viabiliza respostas mais amplas, conectadas e efetivas para as empresas que optaram a destinar 1% do seu lucro líquido para as emergências climáticas. 

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